SUMÁRIO: A MORTE DE ZILDA ARNS NOS TRAZ À MENTE OUTRA GRANDE HUMANISTA JÁ FALECIDA, MADRE TEREZA DE CALCUTÁ. SUAS OBRAS AS ETERNIZARÃO NÃO NOS DEIXANDO ESQUECER A QUE ESTÁGIO PODE SER ELEVADO O ESPÍRITO HUMANO.
Sabemos que os corpos perecem, nenhum vivente pode ser eterno. A maior parte de nós deixará lembranças, boas ou não, depois que nos formos.
Lembranças estas, nossos legados, que também perecerão levando-nos a possibilidade de tornarmos perenes nossas existências.
Há porém pessoas que, mesmo não mais entre nós, estarão sempre presentes. São indivíduos cujas obras os elevam à condição de eternos.
Zilda Arns e Madre Tereza de Calcutá, humanistas, grandes mães sempre dispostas a acolher desfavorecidos a seu alcance, serão eternas.
Excepcionais seres humanos cujas idéias e ações dão mostras de seus espíritos verdadeiramente superiores. Vidas dedicadas aos desfavorecidos.
O falecimento de Zilda Arns marca o início de sua eternidade, sim pois vivente e atuante não a teríamos mesmo para sempre. Exatamente como foi com Madre Tereza.
Nunca antes me pareceu tão verdadeiro o trecho da Oração de São Francisco:"... é morrendo que se vive para a vida eterna...".
Parece-me mesmo que a Oração de São Francisco poderia ser vista como roteiro de brevíssimo filme: "Vida e Paixão em Zilda Arns".
Oração de São Francisco.
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais,
Consolar, que ser consolado; compreender,
que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Zilda e Madre Tereza estarão sempre conosco. Façamos de suas
histórias e demais legados exemplos e inspirações para todos.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
MOTORISTAS INAPTOS E O DESEJO DE POTÊNCIA.
SUMÁRIO: ESTE TEXTO TRATA DE UM TEMA QUE ENVOLVE A MUITOS DOS QUE VIVEM EM CIDADES DE MÉDIO E GRANDE PORTE, O DESPREPARO DE MOTORISTAS COMO ORIGEM DE COMPORTAMENTOS BIZARROS NO TRANSITO.
Há um trabalho do filósofo Nietzsche em que ele emprega a expressão "desejo de potência".
Não me deterei aqui em comentários sobre os objetivos pretendidos pelo renomado erudito ao se valer de tal expressão.
Aquela frase me traz à mente um outra, "o desejo de poder". Aproprio-me sim desta última, e portanto também indiretamente da primeira, neste texto.
As frustrações fazem parte do cotidiano de todos. São inevitáveis as situações em que lidamos com nossas limitações a impedir a realização de almejados desejos.
Por vezes nos ressentimos pela ausência de autonomia e de poder aquisitivo que nos permitissem não aturar o patrão e não adiar aquelas calorosas e coloridas férias.
Outras vezes é a falta de atenção aos acontecimentos e a impossibilidade de superação do concorrente que impedem a realização de um bom negócio e trazem ressentimentos.
Enfim, frustrações são provenientes da ausência de atributos que nos permitiriam "poder mais".
Se detivéssemos certos poderes superaríamos dificuldades de outra forma intransponíveis. Daí nosso "desejo de poder".
Dificuldades não superáveis nos oprimem na medida em que nos afrontam com a máxima: "não estamos em melhor situação por nossas próprias limitações".
É compreensível a busca por algum estado de coisas que nos livre desta desagradável sensação de "falta de poder".
Pensariam alguns: há de haver tempos e lugares em que me veria além de quaisquer restrições às minhas vontades, como um verdadeiro deus.
Parece-me que alguns motoristas, francamente obtusos, se vêem como legítimos onipotentes nos interiores de seus automóveis.
Vêem a si mesmos como que encapsulados por um exo-esqueleto que amplia-lhes os poderes, à maneira de alguns filmes de ficção.
Conseguem enfim o lugar no qual os momentos são de plena prepotência.
Sentem-se convertidos em seres superpoderosos pela força e proteção que empresta-lhes a máquina metálico-mecânica.
Assumem a postura de quem tudo pode: "agora farei o que quiser, tenho o poder".
Este é o caso dos que avançam contra pedestres, ou veículos menores, para forçar a abertura de passagem, em clara afronta à integridade física e moral alheia.
Uma vez possuidores do poder nada os deterá, a imposição aos outros de, até mesmo, ameaças às próprias vidas é coisa irrelevante.
Aos infelizes aviltados não cabe mais que fuga e resignação diante da atitude bestial.
Blindados pela armadura motorizada, as bestas se tornam imunes a quase toda reação e capazes de possante revide dada à força que controlam.
Inatingíveis, tornam-se seguros quanto a impunidade pelos seus atos.
Combinação perigosa a que envolve poder e impunidade à disposição de "gente pequena com idéias de grandeza".
Pessoas menores são incapazes de se elevar ao bem estar pela prática de dignas ações humanitárias.
Há entre elas as que se divertem às custas do medo e da apreensão de suas "vítimas". São as atitudes como estas que não nos deixam esquecer da primitiva essência animal presente na natureza humana.
Percepção limitada e espírito obscuro são marcas destes que agem como arautos da própria estupidez a proclamar aos quatro ventos, através de suas atitudes, seu caráter animalesco.
Velha e sábia a frase: "Se quer conhecer alguém, de poder a ele".
Felizmente não são todos assim, há os motoristas bem comportados. É claro que nem todos têm seu comportamento como que ditado por primevos e bestiais impulsos. Ainda bem.
Há um trabalho do filósofo Nietzsche em que ele emprega a expressão "desejo de potência".
Não me deterei aqui em comentários sobre os objetivos pretendidos pelo renomado erudito ao se valer de tal expressão.
Aquela frase me traz à mente um outra, "o desejo de poder". Aproprio-me sim desta última, e portanto também indiretamente da primeira, neste texto.
As frustrações fazem parte do cotidiano de todos. São inevitáveis as situações em que lidamos com nossas limitações a impedir a realização de almejados desejos.
Por vezes nos ressentimos pela ausência de autonomia e de poder aquisitivo que nos permitissem não aturar o patrão e não adiar aquelas calorosas e coloridas férias.
Outras vezes é a falta de atenção aos acontecimentos e a impossibilidade de superação do concorrente que impedem a realização de um bom negócio e trazem ressentimentos.
Enfim, frustrações são provenientes da ausência de atributos que nos permitiriam "poder mais".
Se detivéssemos certos poderes superaríamos dificuldades de outra forma intransponíveis. Daí nosso "desejo de poder".
Dificuldades não superáveis nos oprimem na medida em que nos afrontam com a máxima: "não estamos em melhor situação por nossas próprias limitações".
É compreensível a busca por algum estado de coisas que nos livre desta desagradável sensação de "falta de poder".
Pensariam alguns: há de haver tempos e lugares em que me veria além de quaisquer restrições às minhas vontades, como um verdadeiro deus.
Parece-me que alguns motoristas, francamente obtusos, se vêem como legítimos onipotentes nos interiores de seus automóveis.
Vêem a si mesmos como que encapsulados por um exo-esqueleto que amplia-lhes os poderes, à maneira de alguns filmes de ficção.
Conseguem enfim o lugar no qual os momentos são de plena prepotência.
Sentem-se convertidos em seres superpoderosos pela força e proteção que empresta-lhes a máquina metálico-mecânica.
Assumem a postura de quem tudo pode: "agora farei o que quiser, tenho o poder".
Este é o caso dos que avançam contra pedestres, ou veículos menores, para forçar a abertura de passagem, em clara afronta à integridade física e moral alheia.
Uma vez possuidores do poder nada os deterá, a imposição aos outros de, até mesmo, ameaças às próprias vidas é coisa irrelevante.
Aos infelizes aviltados não cabe mais que fuga e resignação diante da atitude bestial.
Blindados pela armadura motorizada, as bestas se tornam imunes a quase toda reação e capazes de possante revide dada à força que controlam.
Inatingíveis, tornam-se seguros quanto a impunidade pelos seus atos.
Combinação perigosa a que envolve poder e impunidade à disposição de "gente pequena com idéias de grandeza".
Pessoas menores são incapazes de se elevar ao bem estar pela prática de dignas ações humanitárias.
Há entre elas as que se divertem às custas do medo e da apreensão de suas "vítimas". São as atitudes como estas que não nos deixam esquecer da primitiva essência animal presente na natureza humana.
Percepção limitada e espírito obscuro são marcas destes que agem como arautos da própria estupidez a proclamar aos quatro ventos, através de suas atitudes, seu caráter animalesco.
Velha e sábia a frase: "Se quer conhecer alguém, de poder a ele".
Felizmente não são todos assim, há os motoristas bem comportados. É claro que nem todos têm seu comportamento como que ditado por primevos e bestiais impulsos. Ainda bem.
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