SUMÁRIO: ESCLARECIMENTO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE O MITO GREGO "JASÃO E OS ARGONAUTAS" E AS PRETENSÕES QUE LEVARAM OS ADMINISTRADORES DO "BLOG" DO ESPAÇO PAIDÉIA A CRIÁ-LO: "O PRAZER NO CONHECER".
ARGO NA MITOLOGIA GREGA.
Segundo a mitologia grega, Argo é o nome do magnífico navio construído por Argos, o melhor entre todos os armadores da grécia à época. Argo significa: navio veloz.
A embarcação teria como tripulantes Jasão, o líder, e outros heróis gregos determinados a realizar grandiosa jornada afim de executar tarefa solicitada pelo rei Pélias, tio de Jasão.
Jasão era filho de Éson, este filho de Creteu que fundara a cidade e o reino de Iolco. Éson herdaria o reino de seu pai, contudo seu irmão mais novo Pélias lhe tomou o trono.
Éson morreu e Jasão foi criado por Quíron, o centauro, em local distante de Iolco. Aos vinte anos Jasão retornou ao reino para exigir as terras e o trono que lhe eram de direito.
Pélias em idade avançada, já alertado sobre a aparição de alguém que ameaçaria seu reinado, ao ver Jasão, prontamente o reconheceu como o esperado ameaçador.
Jasão disse a Pélias que exigia a recuperação do cetro e do trono reais, mas não se interessava pelas posses do tio ainda que também estas fossem por direito pertinentes ao jovem herói.
Pélias resolvido a manter seu reinado, dissimuladamente, disse a Jasão que satisfaria suas exigências, mas que em troca queria que o jovem fosse ao reino do rei Eetes, na distante Cólquida, e trouxesse de volta os ossos de Frixo e o Velocino de Ouro.
"A história do Velocino de Ouro era a seguinte: Frixo, filho do rei beócio Atamante, era obrigado a suportar muitos sofrimentos por causa de sua madrasta Ino, a segunda esposa de seu pai.
Para protegê-lo dessa perseguição, sua mãe, Néfele, raptou-o com a ajuda de sua irmã Hele. Colocou as crianças sobre um carneiro alado, cujo velocino (pêlo) era de ouro e que uma vez lhe fora dado de presente pelo deus Hermes.
Sobre esse animal miraculso, o irmão e a irmã foram levados pelo ares. No trajeto, a menina foi tomada de vertigem, caiu nas profundezas e afogou-se no mar, que passou a chamar-se Helesponto, ou mar de Hele.
Frixo conseguiu chegar ileso à Cólquida, na costa do Mar Negro, onde foi recebido com toda hospitalidade pelo rei Eetes, que lhe deu em casamento uma de suas filhas, Calcíope.
Frixo sacrificou o carneiro a Zeus, como preito de gratidão por sua fuga bem-sucedida, e deu a pele, o Velocino de Ouro, de presente ao rei Eetes.
Este pendurou-o numa faia, num bosque sagrado, e consagrou-o a Ares. Para vigiar o Velocino de Ouro, Eetes encontrou um dragão cuja vida, por um decreto do destino, dependia da posse desse pêlo de carneiro.
No mundo inteiro, o Velocino de Ouro era considerado um bem precioso, e por muito tempo se falou dele na Grécia.
Muitos príncipes e heróis gostariam de possuí-lo, e assim Pélias supôs, com razão, que Jasão também se excitaria com a perspectiva de possuir tal preciosidade.
Jasão não percebeu a intenção de seu tio, que julgava que ele não conseguiria sobreviver à aventura."
(Schwab, Gustav. As mais Belas Histórias da Antiguidade Clássica, páginas 131-132, 5° ed. 1997, editora: Paz e Terra, vol. I.)
Assim que a esplêndida embarcação ficou pronta foram sorteados lugares dos navegantes, "os argonautas". Jasão foi o comandante da expedição.
O Argo foi o primeiro navio de grande porte em que os gregos se aventuraram em mar aberto. Entre os argonautas se encontravam Héracles, o dos doze trabalhos, e Teseu, que derrotou o minotauro.
Este texto foi elaborado com base em conteúdo da obra supra mencionada de Gustav Schwab, páginas 130 a 132.
O "BLOG" ARGO.
Foram muitas as aventuras, as descobertas e os aprendizados experimentadas pelos argonautas durante sua jornada.
Conforme Aristóteles, em seu livro Metafísica I, Cap. 1: "Todos os homens têm por natureza o desejo de saber, uma prova disso é o prazer das sensações."
Os homens lidam com o mundo em torno deles trazendo para dentro de suas mentes conhecimentos sobre o próprio mundo percebidas por meio de seus sentidos: audição, tato, visão, paladar e olfato.
À aquisição de conhecimentos por meio de algum dos sentidos correspondem diversas sensações, agradáveis ou não, quando experimentarmos: - um certo som - um certo toque - uma certa visão
- um certo sabor - um certo cheiro.
As sensações prazerosas são indicadoras de experiências sensitivas favoráveis à nossa natureza, daí nosso desejo por elas e pelos conhecimentos que as propiciam.
O mito "Jasão e os argonautas" consiste, entre outras coisas, numa alusão ao pendor humano pelas descobertas e pelos aprendizados, conforme a própria natureza humana.
A sedução exercida pela idéia de uma viajem através da vastidão desconhecida presente em "Jasão e os argonautas" é manifestação da presença no Espírito Humano da paixão pela aventura e pelo novo.
A existência em nossa cultura comteporânea de histórias fictícias envolvendo naves espaciais ou submarinas em viagens por imensidões desconhecidas, são sim manifestações atuais da paixão já identificada pelos gregos na antiguidade.
Dois bons exemplos de tais histórias são: Jornada nas Estrelas e Vinte Mil Léguas Submarinas. Há também diversos desenhos animados.
O "blog" Argo pretende levar seus visitantes a interessantes descobertas e aprendizados por meio de conhecimentos diversos presentes em suas postagens.
Pretendemos que visitantes decididos a navegar pelos textos postados no Argo se sintam, como os argonautas em expedição por novos mares e novas terras, em uma aventura que os fará experimentar bons momentos associados a novas visões, novas descobertas, novos aprendizados.